sexta-feira, 24 de junho de 2011

BRASIL, RUMO A VITÓRIA


    Vivemos em um país cheio de incertezas, de corrupção e de problemas a serem superados.
                Somos atacados diariamente pelos bombardeios capitalistas daqueles, que persistem com a idéia de tomar o poder e aplicar em nosso país as políticas neoliberais. Pessoas, que já tiveram o poder em mãos e mostraram que não estão pra brincadeira.
                As pessoas hoje se vêem muito divididas, muitas optam pelo capitalismo, muitas optam pelo comunismo, enquanto outras ficam em meio às duas opções (algumas por acreditarem que as duas se completam, e algumas por não saberem qual caminho seguir). Acredito eu que o melhor é o comunismo.
                Levanto essa bandeira, por acreditar que o comunismo abre as portas pra sociedade e dá ao cidadão o direito de contribuí com o crescimento do nosso país. Infelizmente, quem luta hoje por um Brasil justo e igualitário não tem o apoio da grande mídia, que se esforça em banalizar e criminalizar atos que visão o crescimento de toda população e não só o crescimento dos grandes latifundiários. Mas a população vem se mostrando muito resistente as opressões e com muita garra vem conseguindo derrubar os obstáculos.
                A cada dia que passa nosso time aumenta mais, e juntos, vamos mostrar que o nosso Brasil tem um grande potencial para se tornar uma grande potência... Uma potência COMUNISTA.

 Por: Dário Rosalvo

terça-feira, 21 de junho de 2011

A igualdade dos diferentes

Polêmicas e polêmicas nos últimos anos. É maconha, homossexualismo, religião, vestido curto, tudo, ou quase tudo, é motivo para questionamentos angustiados. Talvez estejamos mesmo vivendo a era bíblica do Apocalipse. Talvez estejamos apenas passando por um período de redescoberta da democracia. Sem duvidar por completo da primeira opção, acredito que na verdade estamos vivendo uma readaptação dos valores democráticos à época atual.

A Democracia é um dos grandes pilares na composição atual do Estado Brasileiro. Nela estão inseridos conceitos de respeito aos Direitos Humanos, Liberdade de Expressão, Individualidade, Vontade da Maioria e Dignidade da Minoria. Quando há uma modificação, por pequena que seja, nas relações entre as classes sociais, vemos acontecer um turbilhão de incertezas e de indefinições acerca de todos esses conceitos.

Acredito que todas essas polêmicas são, portanto, fruto de um salutar e nada amistoso processo de (re)construção da democracia, visto que vivemos no Brasil um período de mudanças importantes, desde 2002. Nesse embate, as forças progressistas e conservadoras apresentam ideias e argumento, uma ansiando o novo, outra, o estado inicial das coisas. É claro que essa divisão não é estanque, ocorrendo de pessoas ou organizações ditas progressistas, socorrerem-se, inadvertidamente, de argumentos pra lá de reacionários para defender (ou ser contra) políticas específicas. É uma grande batalha de ideias, onde é preciso estar bem posicionado e alerta: a grande mídia joga no time das classes mais reacionárias do país e influenciam em grande parte o pensamento da população, dos mais aos menos esclarecidos.

As últimas polêmicas trouxeram para o centro do debate a liberdade de expressão e o equacionamento entre vontade da maioria e dignidade da minoria. Tanto na questão da criminalização da homofobia quanto na decisão do STF sobre a Marcha da Maconha, o principal é observar a relação entre esses três conceitos, de forma a harmoniza-los da melhor forma possível. Filio-me ao pensamento de que a liberdade de expressão é um bem de alta relevância, quase ilimitado. Eu disse quase, pois se pode limita-la se para resguardar direitos fundamentais dos indivíduos ou grupos. Nessa lógica, é legítima a limitação à liberdade de expressão quando visa coibir ou punir a prática ou o estimulo ao preconceito, humilhação, ou violência contra um indivíduo por sua condição sexual. É, portanto, legítimo o projeto de criminalizar atos e discursos homofóbicos. Da mesma forma, não é legítimo limitar a liberdade de expressão daqueles que promovem uma mudança na legislação. É direito do cidadão, dos grupos sociais, do povo, debater e propor alterações na legislação, inclusive nos tipos penais. Não pode, portanto o Estado limitar o direito de pessoas se manifestarem em defesa de uma mudança na legislação penal em relação à Maconha (ou a qualquer outro assunto).

De toda forma, o limite legal não é absoluto. O sentimento do que é justo e igualitário também se transforma na sociedade e a igualdade instituída por algumas gerações já não comporta as novas demandas da geração atual. Tratar os desiguais de forma desigual na medida das suas desigualdades, para garantir sua dignidade é a máxima que seve ser observada. Assim, não corremos o risco de manter as regras somente em respeito aos valores das gerações passadas sem considerar as mudanças e que efetivamente ocorrem na sociedade de hoje. Precisamos pôr na balança o que nos serve e o que precisa ser modificado, com bom senso, sem apegos nem excessos. A solução dessas questões pelo próprio Estado é cada vez mais complexa, já que assistimos também a uma redefinição da relação entre os Três Poderes, o que dificulta uma “Palavra Final” resolutiva. Congresso e STF divergem muitas vezes, o que leva a um novo Projeto de Lei e posteriormente a uma nova decisão do Tribunal Constitucional e por aí vai. Apenas quando o sentido democrático da sociedade amadurecer é que determinadas questões serão ultrapassadas.

Não podemos, ainda, perder de vista o sentido de que o sistema capitalista em que vivemos é que potencializa e explora essas desigualdades, tornando-as um entrave à unidade do povo em torno de uma luta que, antes de ser de segmentos, é de classes. Estamos no meio desse processo e nosso papel é lutar, e muito, para vencer as ideias do passado e rumar ao futuro de tolerância, respeito e dignidade para cada cidadão brasileiro.
 
De:

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Genro aponta “o maior exemplo de manipulação midiática do Brasil”

Em entrevista concedida ao jornalista Marco Aurélio Weissheimer, da agência Carta Maior, o ex-ministro da Justiça do governo Lula e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), fez uma avaliação sobre o desfecho e o significado do caso Battisti. Para Tarso, que concedeu refúgio político ao italiano, esse caso é “o maior exemplo de manipulação midiática que ocorreu no Brasil nos últimos tempos”. 

A mídia hegemônica, que esconde seu reacionarismo sob a máscara do apartidarismo e da imparcialidade, omitiu informações essenciais, como a de que não há provas contra o militante italiano, ao mesmo tempo em que usou e abusou da desinformação.

O governador gaúcho também relaciona o caso à atual situação política na Itália e sustenta que Battisti acabou servindo de bode expiatório de uma aliança entre a extrema-direita italiana, a direita não democrática e a antiga esquerda italiana que “não só ficou isolada durante o reinado de Berlusconi, como também capitulou ideologicamente em questões de fundo”.

Tarso Genro concedeu refúgio político a Battisti (quando ministro da Justiça) por entender, entre outras coisas, que ele era acusado de crimes de natureza política e que não existiam provas consistentes de que ele cometera os assassinatos dos quais é acusado.

– A grande síntese deste processo foi feita pelo ministro da Defesa da Itália que, olhando o Brasil como uma colônia, disse que nosso país era muito bom em bailarinas, mas não em juristas – acrescenta.


Fonte: http://vermelho.org.br

Centrais convocam mobilização nacional em julho

As centrais sindicais Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força Sindical, Nova Central e União Geral dos Trabalhadores (UGT) convocam toda a sua militância para um ato em Brasília no dia 6 de julho, definido como Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Agenda dos Trabalhadores.

A mobilização convoca entidades estaduais, sindicatos e federações filiadas. Além da redução da jornada de 44 para 40h sem redução de salários, a agenda inclui ainda a regulamentação da terceirização, o fim do fator previdenciário, a atualização dos índices de produtividade do campo, a reforma agrária, ratificação de convenções da OIT, entre outros.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, é prioritário que as seções estaduais se organizem para participar dessa grande mobilização a favor das reivindicações da classe trabalhadora, que exige também a garantia de reajustes reais para os salários e eleva a crítica contra a política equivocada de juros altos. "Não vamos aceitar esse argumento de que salário gera inflação", afirmou o presidente da CTB.

Os sindicalistas afirmam que as mobilizações serão uma resposta ao discurso da área econômica do governo. "A campanha salarial do segundo semestre será muito importante para mobilizar as categorias e acabar com essa equação retrógrada de que o ganho real vai prejudicar a sociedade. Isso é coisa de quem não tem percepção política e social".

A maior parte dos acordos fechados no segundo semestre de 2010 foram feitos com uma taxa de inflação acumulada entre 4,5% e 5%. Assim, um reajuste de 7% nos salários cobria a elevação nos preços e ainda embutia um ganho real de 2% nos salários. Este ano, a coisa mudou: os acordos terão de ser próximos a 9% para repetir os ganhos de 2010.

Bandeira prioritária das centrais, a luta pela redução da jornada sem redução de salários vai mobilizar os sindicalistas, que pretendem passar o restante do mês de junho e o início de julho em conversas com deputados e senadores para tentar incluir o projeto que reduz a jornada na pauta de votações do Congresso no segundo semestre.

Na última segunda-feira (13), em uma coletiva de imprensa, os presidentes das centrais lançaram um calendário de mobilizações que inclui o ato do dia 6 de julho, em Brasília e região centro-oeste. No dia 3 de agosto, fechando o calendário, está prevista uma grande passeata na avenida Paulista, com cerca de 100 mil pessoas.

Confira o calendário:

Dia 6 de julho - Mobilização Nacional em Brasília

Dia 14 de julho - Região Norte

Dia 21 de julho - Região Nordeste

Dia 28 de julho - Região Sul

Dia 3 de agosto - Ato Nacional em São Paulo - Passeata na avenida Paulista

Fonte: Portal CTB

Minha Casa, Minha Vida: Dilma anuncia desafio de ampliar meta

“Uma meta conseguida deixa de ter validade. Você provou que conseguiu essa meta e tem de buscar uma meta ainda maior. Se conseguimos fazer 1 milhão, vamos fazer 2 milhões. Se daqui a um ano estivermos num ritmo adequado, vamos ampliar os recursos e fazer mais 600 mil”, antecipou a presidente Dilma Rousseff no lançamento, nesta quinta-feira (16), da segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida.

 O programa prevê a contratação de dois milhões de unidades habitacionais até 2014. O desafio é contratar mais 600 mil unidades habitacionais, anunciou a presidente, dizendo que as unidades extras serão contratadas caso a meta inicial de 2 milhões – prevista para o período 2011/2014 – esteja sendo realizada conforme o cronograma previsto.

O programa já começa com um potencial de 140 mil novos contratos de unidades habitacionais. “São projetos que já estão na Caixa em condições de serem contratados”, disse o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Segundo Hereda, esse estoque em análise ou já analisado pelas equipes do banco referem-se ao excedente de pedidos formalizados na primeira edição do programa que preencheu, em dezembro do ano passado, 1 milhão de contratos.

O secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, e a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, informaram que o orçamento da União alocou R$ 7,5 bilhões para 2011. De acordo com Muniz, o montante é suficiente para atender as obras em curso para as duas edições. A expectativa é que a segunda parte do Minha Casa, Minha Vida seja alavancada no segundo semestre deste ano.

 Para Zona Rural e Mulheres

Dilma Rousseff informou, ainda, que o Banco do Brasil passará a operar – ao lado da Caixa Econômica Federal – as linhas de crédito do programa e que, nesta edição, as famílias da zona rural ganharam atenção especial. Além de linha de financiamento específica, com taxas e prazos diferenciados, a Caixa “se preparou” para o atendimento a essas famílias, com a criação de uma superintendência específica.

Outro ponto destacado pela presidente é a prioridade às mulheres, nos moldes do que já é feito no programa Bolsa Família. “Delas era exigido, para ter a propriedade, a assinatura do marido. Pois é, agora não é mais (…). De qualquer jeito que a gente olhe, a mulher está sempre encaixada no lar”, afirmou.

E acrescentou que “O Minha Casa, Minha Vida 2 ‘mantém diálogo’ também com outros programas federais, como Brasil sem Miséria e PAC, e é complementar ao ProUni (Programa Universidade para Todos) e ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego), entre outros, no desenvolvimento e promoção da mobilidade social do país”.

“Queremos assegurar que haja no Brasil não só a roda do crescimento econômico e distribuição de renda, mas a melhoria das condições de vida. E aí a casa é um aspecto fundamental”, frisou. 

Brasil: Nossa Casa, Nossa Vida

A presidente disse também que, além de ampliar o programa em 2012, o governo vai analisar uma linha de financiamento para eletrodomésticos de linha branca, como geladeira, fogão e máquina de lavar roupa.

Em seu discurso, a presidente ressaltou ainda que 60% da segunda edição do programa são destinados a famílias com renda de até R$1,6 mil e outros 30% com renda de até R$3,1 mil. “O objetivo é contribuir para a mobilidade social e garantir que milhões de famílias, além de terem o sonho da casa própria atendido, deixem a pobreza e adentrem à classe média.”

“Nós conseguimos realizar não só o Minha Casa Minha Vida para brasileiros individuais, mas considerando também a característica de que uma nação é variante de um lar, acho que o Brasil virou cada vez mais a nossa casa e a nossa vida”, despediu-se.


Demanda maior

O representante da União Nacional por Moradia Popular, Vidal Barbosa, avalia como positiva a segunda etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida, pela ampliação dos recursos e melhor distribuição dos recursos para favorecer “as classes menos favorecidas”.

Barbosa admite que o Minha Casa, Minha Vida não resolverá todos os problemas de moradia no país. “Esse programa melhora muito a vida daquelas famílias que mais precisam. Mas a demanda é muito maior do que o que está disponível de recursos”.

Pelos cálculos da União Nacional por Moradia Popular, a demanda atualmente é de 8 milhões de moradias e os recursos disponíveis atendem a pouco mais de 2 milhões de famílias. Barbosa defendeu a Proposta de Emenda à Constituição, que tramita no Congresso Nacional, vinculando receitas da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios aos fundos de Habitação de Interesse Social. Segundo ele, só assim, em 10 ou 12 anos, será possível zerar o déficit habitacional. 


O que é o MCMV

Principal programa habitacional do governo federal, o Minha Casa, Minha Vida foi lançado em março de 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de atender famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (hoje, R$ 5.450), sendo a maior parcela destinada a famílias que ganham até três salários mínimos (hoje, R$ 1.635).

Investimentos

Na primeira fase, foram contratadas 1,003 milhão de moradias, no valor total de R$ 60,2 bilhões. No fim de 2010, cerca de 250 mil residências tinham sido entregues. A segunda fase do projeto tem orçamento de R$ 125,7 bilhões, sendo R$ 72,6 bilhões em subsídios do governo e R$ 53,1 bilhões em financiamentos.

Como funciona

Cerca de 1,2 milhão de unidades serão destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. Do total de moradias, estimado em 2 milhões, 600 mil unidades vão para famílias com renda de até R$ 3,1 mil e 200 mil para famílias com renda máxima de R$ 5 mil por mês.

Mudanças

O Banco do Brasil passará a operar, a partir do próximo ano, em todas as modalidades de financiamento previstas pelo programa;
Terão prioridade as famílias chefiadas por mulheres, além das que residem em áreas de risco ou foram desabrigadas;
Na primeira fase do programa, a área máxima construída era de 35 metros quadrados para casas e 42 metros quadrados para apartamentos. Na segunda etapa, serão 39,6 metros quadrados e 45,5 metros quadrados, respectivamente;
As unidades construídas nesta nova fase terão aquecimento solar, portas e janelas maiores, piso cerâmico em todos os cômodos e azulejos em todas as paredes de cozinha e banheiro.


Fonte: http://vermelho.org.br

terça-feira, 14 de junho de 2011

Deu vontade!!!!!

Plenário da Câmara dos Deputados Federais


Oiii pessoal......

Estava em casa só, derrepente deu vontade de

escrever. Daí vem a pergunta: escrever o quê? Sei lá

o que vier a cabeça...





Sabe aqueles dias que a sua vida é só correria? pois é, esse foi o meu hoje, e vai ser amanhã e depois e por aí vai, sabe como é né, semana de provas, bimestre acabando, tem dessas coisas.

Plenária da UJS na cede do PCdoB em Brasília
Sou da UJS (União da Juventude Socialista), poxa... eita entidade querida, milito na UJS há 1 ano e 5 meses mais parece que milito há muito mais tempo. UJS é uma entidade estudantil que discute política, melhorias pra sociedade e para educação em nosso país.

Em frente ao Palácio do Planalto



Háá... Boas lembranças!!!!
Palácio do Planalto....
Em maio deste ano tive a aportunidade de participar do Seminário Nacional de Educação - UBES, foi um seminário muito proveitoso, onde houveram muitos debates sobre novas políticas que estão sendo implementadas no Brasil (PRONATEC, ENEM,PROUNI), e sobre outras que já estão em vigor mais precisão ser revistas como: elaboração do PNE ( Plano Nacional de Educação) que vai vigorar de 2011-2020. É muito importante participar de debates como estes, pois estamos falando do nosso futoro.


Galera, no mais é isso, depois apareço por aqui com mais postagens, sobre política pra galera ficar bem informada.
    Tchauuuu!!!!!!

sábado, 4 de junho de 2011

UNE fala sobre situação de Alagoas

A diretora da União Nacional dos Estudantes, Cláudia Petuba, falou sobre as várias manifestações dos estudantes e servidores estaduais que têm ocorrido em Alagoas e sobre a crise pela qual passa o estado na área de segurança, saúde e educação. Ela teceu várias críticas à postura do governo estadual e afirmou que os estudantes estão dispostos a continuar lutando em defesa de Alagoas.

 Segundo Cláudia, a UNE está passando por um momento muito importante, com a realização de seu 52º Congresso Nacional. “É um momento em que estudantes de todas as Instituições de Ensino Superior debatem as posições que a entidade vai defender no próximo biênio. No congresso, apresentaremos nossas propostas para o Brasil, reforçando a luta pelos anseios da juventude”. O congresso será em julho, mas praticamente todas as faculdades de Alagoas já elegeram seus representantes. “É um momento de intensas mobilizações”, afirma.

Questionada sobre como ela avalia a atual situação de Alagoas, Cláudia elenca varias críticas à forma como o governo estadual tem atuado. “É um governo comprometido com uma pequena parcela da sociedade, especialmente uma minoria ligada à Cooperativa dos Usineiros. Os servidores, trabalhadores, a juventude, ou seja, a grande maioria do povo é esquecida intencionalmente pelo governo. A violência que amarga nosso estado recai principalmente sobre os jovens, e são eles na sua imensa maioria oriundos das parcelas menos favorecidas da sociedade. Entregue às drogas, sem acesso a uma educação de qualidade e sem trabalho, o governo tem deixado a juventude sem perspectiva de futuro”.

“A UNE apóia a luta dos servidores por melhores salários e condições dignas de trabalho. Lutamos também por melhores dias para Alagoas; defendemos uma segurança pública valorizada, com uma polícia cidadã; queremos não só boas estruturas nas escolas, mas também a valorização dos profissionais da educação; a imensa maioria do povo alagoano não tem plano de saúde, são necessários mais investimentos na rede pública de saúde, para que as pessoas não morram nas filas dos hospitais”, dispara. “A UNEAL e a UNCISAL são diariamente atacadas pelo governo, fica muito claro que o governo de Alagoas não quer que o povo tenha um pensamento crítico”.

Sobre as últimas manifestações, Cláudia afirma que “a luta do povo alagoano tem tomado as ruas, a insatisfação com o atual governo tem mobilizado a juventude e os trabalhadores em vitoriosas manifestações pelas ruas de Maceió”. Ela aproveita para repudiar a prisão do capitão Marcelo Ronaldson: “É um absurdo, todo cidadão tem o direito de expressar sua opinião, nós não vivemos mais na ditadura militar. A prisão do capitão é uma forma de repressão aos movimentos sociais e à luta do povo, nós repudiamos essas práticas e exigimos a imediata libertação do capitão!”.

“A luta vai continuar, há muitas mazelas no nosso estado. Enquanto o Brasil cresce, em especial o Nordeste, Alagoas tem ficado para trás. As desigualdades só aumentam neste que já é o estado de pior IDH do país. Os estudantes têm disposição de sobra para continuar lutando sempre em defesa da democracia, de um Brasil soberano e de uma Alagoas em que possamos ter dias melhores”, concluiu.

De Maceió, Lindinaldo Freitas.