sexta-feira, 29 de julho de 2011

Em reunião de presidentes Unasul propõe encontro anticrise

 Os presidentes dos países da União de Nações da América do Sul (Unasul) decidiram realizar uma reunião de ministros da Economia sobre a crise econômica internacional e assinaram uma declaração contra a desigualdade.

Reunidos na ocasião da posse do presidente peruano, Ollanta Humala, os governantes sul-americanos decidiram promover um encontro de seus ministros da Economia em 10 ou 11 de agosto e realizar na próxima semana um encontro para coordenar ações.

O anúncio foi feito pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que disse, em nome dos 12 países membros, que a reunião tratará da concertação de medidas conjuntas de resposta à crise, porque "não podemos seguir como simples espectadores" da severa crise externa.

Os presidentes da Unasul concordaram em convidar o México, pela importância desse país.

A ideia, explicou depois do encontro realizado no palácio do governo peruano, é discutir e adotar medidas conjuntas e evitar que cada país tome medidas isoladas contra os efeitos da crise externa, principalmente a perda de valor das reservas.

Os chefes de Estado de Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Chile, Guiana e Suriname ou seus representantes, emitiram um pronunciamento sobre a desigualdade, no qual assinalam que esta continua elevada, afetando a dinâmica da redução da pobreza.

O texto estabelece "como nossa tarefa mais urgente o compromisso de implementar e aprofundar o Plano de Ação elaborado pelo Conselho de Desenvolvimento Social da Unasul e estabelecer uma Agenda de Ações Sociais Prioritárias".

A Cúpula Sul-Americana acolheu a proposta do novo presidente do Peru de realizar no segundo semestre deste ano uma reunião de funcionários e especialistas regionais de alto nivel vinculados a políticas sociais e de desenvolvimento humano, cujos aportes sirvam para a projetada Agenda de Ações Sociais Prioritárias.

Os governantes renovaram sua confiança na capacidade da Unasul para enfrentar os desafios do presente "na certeza de que, juntos, conseguiremos forjar um futuro de justiça social, equidade e bem-estar para nossos povos".

Visão crítica brasileira

A presidente Dilma Rousseff fez críticas durante a reunião presidencial da Unasul à "insensatez" e à "incapacidade política" dos Estados Unidos e da União Europeia para resolver seus problemas econômicos. No entendimento da presidente brasileira, esses problemas representam uma "ameaça global".

A presidente Dilma também se referiu ao problema cambial. Ela reclamou do "mar extraordinário de liquidez" que flui de países desenvolvidos aos emergentes em busca de rentabilidade e provocam "desequilíbrio cambial".

Também atacou os produtos industriais dos países desenvolvidos que "alagam" a região.
"Temos de nos defender do extraordinário mar de liquidez que se dirige às nossas economias buscando a rentabilidade que não têm nas suas", disse Dilma.

"Não podemos incorrer no erro de comprometer tudo o que conquistamos, não porque quiséssemos ou pelos erros que cometêssemos, mas pelos efeitos da conjuntura internacional desequilibrada", enfatizou. 


Fonte: vermelho.org.br

domingo, 24 de julho de 2011

52º CONUNE


O carioca Daniel Iliescu, 26 anos, torcedor do Flamengo e aluno de ciências sociais da UFRJ, foi eleito em Goiânia ao final de um processo que envolveu mais de 1,5 milhão de estudantes
A União Nacional dos Estudantes (UNE) finalizou o maior Congresso de sua história neste domingo (17), elegendo o jovem Daniel Iliescu, do Rio de Janeiro, como seu novo presidente. Oito mil estudantes de todo o Brasil participaram do Congresso em Goiânia, que em sua etapa preparatória nos estados reuniu os votos de mais de 1,5 milhão de alunos de universidades públicas e particulares. Houve, no total, votação em 97% das universidades de todo o país. O encontro marcou um novo recorde de participação dos jovens neste que é o maior e mais importante fórum do movimento estudantil brasileiro.
A chapa de Daniel Iliescu, "Movimento estudantil unificado para as mudanças do Brasil", foi eleita com 2,369 mil votos, o que representa 75,4% dos votos dos 3.138 delegados credenciados que votaram no 52º Congresso. Concorreram também as chapas, "Oposição de Esquerda" (18,5% - 581 votos), "MUDE - Movimento UNE democrático" (5,8% 183 votos) e "Por uma nova UNE" (0,1% - 5 votos).
A partir de agora, Iliescu ocupará o mesmo cargo que já foi de importantes nomes da vida pública brasileira como José Serra (ex-governador de São Paulo), Orlando Silva (ministro dos Esportes), Aldo Rebelo (deputado federal) e Lindbergh Farias (senador).

sábado, 2 de julho de 2011

Nota do PCdoB sobre o falecimento do ex-presidente Itamar Franco

O Partido Comunista do Brasil lamenta profundamente a perda do ex-presidente da República Itamar Franco e se solidariza com seus familiares. O país fica sem um dos mais importantes brasileiros, que honrou durante sua vida pública as qualidades mais nobres de um nacionalista e democrata. Em todos os cargos que ocupou, Itamar sempre colocou em primeiro lugar os interesses da pátria e do seu povo.
Filho da tradicional política mineira e querido pelo seu povo, foi eleito duas vezes prefeito de Juiz de Fora, quatro vezes Senador, governador de Minas. Eleito vice-presidente da República, seu papel foi fundamental num dos mais delicados períodos da vida política nacional pós-Ditadura Militar. Com muita determinação e espírito democrático, assumiu a Presidência e conduziu com grande capacidade quando o titular foi tirado do poder pela força popular das ruas. Agiu naquele momento com serenidade e sabedoria, saindo da Presidência com altos índices de aprovação.
O Partido Comunista do Brasil sempre nutriu uma relação de respeito e diálogo com o ex-presidente. Os comunistas marcharam juntos com Itamar algumas vezes, seja no apoio que o Partido deu no segundo turno para a disputa do governo de Minas em 1998, ou marchando nas ruas, quando Itamar eleito chamou o povo mineiro para combater o projeto neoliberal que se implementava no país a partir da Presidência de Fernando Henrique Cardoso.
Fica para a história o dia que Itamar abriu as portas do Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas, para receber uma manifestação estudantil e quando posicionou tropas nas margens da Hidrelétrica de Furnas, numa manifestação contra o governo federal que queria fazer sua privatização. Convicto defensor de um Estado forte, ainda como governador de Minas, retomou judicialmente o controle acionário da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
A Nação sentirá falta deste eminente patriota, mas saberá destacar os importantes momentos de sua trajetória e honrar sua exemplar conduta pública.
Belo Horizonte, 02 de julho de 2011
Renato Rabelo
Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil