sábado, 27 de agosto de 2011

UNE apoia greve no Chile e Camila Vallejo confirma vinda ao Brasil

Recebido pela líder estudantil, Camila Vallejo, Iliescu demonstrou apoio aos estudantes chilenos em discurso para mais de 250 mil pessoas

O presidente da UNE, Daniel Iliescu, está desde a madrugada da última quinta-feira, dia 25 de agosto, no Chile, onde participa de toda a agenda da paralisação nacional de 48 horas dos trabalhadores e estudantes chilenos.
As principais reivindicações dos estudantes dizem respeito às melhorias no sistema educacional do país.“O Brasil e o Chile tem suas realidades no ensino superior muito semelhantes. Estamos aqui para demonstrar nossa solidariedade”, disse Iliescu.
A paralisação foi convocada pela Central Sindical do Chile e pela Confederação dos Estudantes Chilenos, encabeçada pela líder estudantil e presidenta da Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech), Camila Vallejo, que vem organizando atos de protesto no país ao longo dos últimos três meses.

De acordo com Camila, participam das manifestações estudantes, trabalhadores, sindicalistas, entre outros atores sociais. "Esses atos mostram a diversidade e a riqueza de movimentos que temos no Chile”, afirma.
O presidente da UNE chegou à capital Santiago por volta das 4h30 e presenciou um cenário com restos de barricadas e focos de incêndio, resquícios dos protestos ocorridos no dia anterior e duramente reprimidos pelo governo chileno.
Daniel discursa para 250 mil durante passeata.
Daniel participou hoje pela manhã, dia 25, de uma grande marcha que reuniu mais de 250 mil pessoas. Os manifestantes marcharam de quatro pontos distintos, Mapocho, Estação Central, San Diego con Placer e Praça Italia e se concentraram na Praça Central do Chile para um grande ato.

Em determinado momento da passeata, Camila subiu em um muro e o chamou para ficar ao seu lado. "Eram dezenas de milhares de pessoas, ela discursou com um megafone, e é incrível como ela encanta o pessoal. Eu subi e também falei, dei palavra de apoio." Sobre o discurso de Daniel, Camila disse: “Ele falou muito bem e foi muito aplaudido”.
Daniel acompanhou Camila durante todo o dia de mobilização, tendo estado na Universidade do Chile, que foi tomada pacificamente pelos estudantes, e em uma reunião com o movimento social chileno e entidades educacionais de Chile, Argentina e Uruguai.
A Paralisação Nacional de 48 horas foi encerrada com um panelaço. Segundo Camila, nos próximos dias, as organizações planejarão mais protestos e manifestações. "A mobilização não termina aqui. Vamos avaliar e seguir adiante”, assegura.


Fonte: http://www.ujs.org.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Protógenes Queiroz na Líbia: Mídia omite o que ocorre no país

Em visita à Líbia, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) analisa a situação política do momento dentro do país, revelando que o apoio popular ao presidente Muamar Kadafi é enorme, desmentindo os argumentos da mídia Ocidental, de que a população líbia estaria fortemente descontente com o líder do governo.


Leia abaixo a mais recente nota distribuída pelo deputado, em viagem ao país com uma comissão de políticos e ativistas brasileiros que analisarão a agressão que o país sofre atualmente, na qual discorre sobre o estado atual da guerra civil deflagrada contra o governo constituído líbio:

Quarta-feira (17) me encontrei com o secretário da embaixada do Brasil na Líbia, Márcio Augusto dos Anjos, que está no país há quatro anos. Falei também com integrantes tanto do movimento rebelde, que luta contra Kadafi, como das forças do Governo.

As várias reuniões me levaram às seguintes impressões iniciais: O que a imprensa internacional vem publicando a respeito da realidade Líbia não está totalmente correto. Pelo que percebo a maior parte do povo líbio está com Kadafi.

Inclusive as mulheres estão armadas e participando do enfrentamento contra as forças rebeldes da CNT (Comitê Nacional de Transição), força que de forma desorganizada está combatendo o governo atual com o forte apoio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que sabidamente tem interesses econômicos e políticos na sua intervenção. Trípoli é bombardeada todas as noites e alvos civis estão sendo atingidos.

Na Líbia, 90% da população têm casa própria, automóvel, saúde e educação pública. O país está em pleno desenvolvimento e o mais interessante é que não existia violência antes de começarem os ataques da Otan. O absurdo é que os mesmo ataques, que geram a violência, tem em sua justificativa a manutenção da paz.

Pelas informações que obtive, o regime de Kadafi tem conselhos governamentais e setoriais e está disposto a construir uma proposta de paz com a elaboração de um plebiscito para que o povo decida qual regime quer na liderança do país.

Entendo que o plebiscito é a melhor saída para este momento triste da história da Líbia, desde que a negociação seja articulada entre as duas forças e não haja intervenção internacional como a que ocorre atualmente, que incentiva a violência e atos de terror. O povo líbio não merece este tratamento violento e desumano.

Amanhã vou à Djerba, na Tunísia, fronteira com a Líbia, para continuar os encontros com representantes dos dois lados, em busca de um diálogo entre as partes.

Fonte: Página eletrônica do deputado Protógenes Queiroz

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Movimento negro protesta contra programa de TV hipócrita do DEM

O movimento UNEafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os) lançou um vídeo em protesto contra o último programa eleitoral do DEM, veinculado na TV aberta neste mês de agosto, que usou da imagem e da boa fé de um jovem negro, morador da periferia de Salvador (BA), para tentar descredibilizar políticas de afirmação social, como as cotas e a bolsa família. Para o movimento, a propaganda é hipócrita e não corresponde à prática e ao histórico racista do DEM.

Na propaganda eleitoral do DEM o jovem diz que a "esquerda não é dona da juventude, nem de quem mora na periferia". O vídeo dos democratas soa como uma tentativa desastrada de tentar amenizar a crise pela qual o partido passa desde que deixou o poder em 2002, quando FHC perdeu a presidência da República para Lula.

 

domingo, 21 de agosto de 2011

Marcos Frota: Apaixonei-me pelo povo cubano

Com a mesma leveza que imprime em suas personagens, o ator brasileiro Marcos Frota chegou a Cuba para presenciar o que tanto tinha escutado desde pequeno, e encontrou "a calidez de sua gente, sua espiritualidade, sua esperança, sua forma de atuar e expressar seus sentimentos, algo totalmente diferente do resto dos países que conheci até agora". Entre Brasil e Cuba existe uma sinergia pela celebração da vida, destacou.

Prensa Latina: Que impressões você leva de Cuba?            
Marcos Frota: Um ator é um observador do comportamento humano. No Brasil estão de olho onde quer que eu vá, mas aqui sucedeu ao inverso, aproveitei para observar ao povo. Apreciei uma consciência social muito grande e, sobretudo, um sentimento de paz. Entre ambos os povos existe, como disse antes, uma sinergia pela celebração da vida com música, com ritmos, com sorrisos, com abraços.
De coração, apaixonei-me do povo cubano, e não é uma frase de marketing nem algo fingido. Guardarei em meu coração o povo de Cuba, e o porei em minhas orações porque têm muito que oferecer à humanidade. O embargo não faz sentido; o isolamento de Cuba não faz sentido. Aqui há muito que oferecer ao novo tempo que se aproxima. Em outras palavras, não foi em vão a luta de Fidel Castro e a de seus companheiros.

UM POUCO DE CUBA: 

EDUCAÇÃO: A educação é controlada pelo Estado e a Constituição de Cuba determina que o ensino fundamental, médio e superior devem ser gratuitos a todos os cidadãos cubanos e é obrigatória até o 9º ano. 

Em 1958, antes do triunfo da revolução, 23,6% da população cubana era analfabeta e, entre a população rural, os analfabetos eram 41,7%. Em 1961 se realiza uma campanha nacional para alfabetizar a população e Cuba torna-se o primeiro país do mundo a erradicar o analfabetismo. Hoje não há mais analfabetos em Cuba. Segundo o The World Factbook 2007, publicado pela CIA, 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever.

De acordo com os resultados obtidos nos testes de avaliação de estudantes latino-americanos, conduzidos pelo painel da Unesco, Cuba lidera, por larga margem de vantagem, nos resultados obtidos pelas terceiras e quartas séries em matemática e compreensão de linguagem. "Mesmo os integrantes do quartil mais baixo dentre os estudantes cubanos se desempenharam acima da média regional", disse o painel.

SAÚDE: Em Cuba a prestação de serviços relacionados à saúde é totalmente gratuito para residentes da ilha, o que se espelha em seus indicadores padrão.

Em 2006, segundo a Organização Mundial de Saúde, não ocorreu em Cuba nenhum caso de difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rubéola, rubéola CRS, tétano neonatal, ou febre amarela. Uma pequena pandemia de caxumba iniciou-se em 2004 e ainda não foi controlada; até aquele ano não havia caxumba em Cuba. Houve apenas três casos de tétano comum em 2006 (não relacionados a partos).

MORADIA: Em Cuba 85% das famílias são donas de suas próprias casas - portanto não pagam aluguel - e os 15% restante pagam de aluguel 1 ou 2 dólares mensais, computado em forma de amortização, pois ao final do pagamento do custo de moradia se converte em seu proprietário.

Nas economias de mercado a maioria dos pobres vive em favelas, e a maioria dos favelados é pobre. Entretanto em Cuba isto é diferente devido à relativa segurança na posse da residência, a profusão de residências de aluguel muito baixo ou gratuito e a restrição legal aos mercados de moradias e terrenos. Significativamente as pessoas que moram nas "favelas" em Cuba têm acesso à mesma educação, serviços de saúde, oportunidades de trabalho e seguro social que os que moram no que (anteriormente à revolução) foram os bairros mais privilegiados.

"Cuba é um exemplo de país, é um verdadeiro exemplo de um país comunista. Embora tantas pessoas tentem nos polpar dessa realidade, da pra ver que comunismo não é utopia, muito menos uma "coisa" ruim, e sim, é o que a sociedade precisa pra viver bem, e com mais seguridade social."   Dário Rosalvo

 

Texto adaptado de:http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba#Educa.C3.A7.C3.A3o e         http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=161834&id_secao=11

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aluna da rede estadual vai representar Alagoas no Parlamento Jovem Brasileiro

Daiane Souza, da Escola Gilvana Ataíde, vai apresentar projeto de bolsa de estudos para alunos da rede pública durante evento, que ocorre em setembro 

A jovem Daiane Souza, aluna da Escola Estadual Gilvana Ataíde, no Santa Lúcia, vai representar Alagoas no Parlamento Jovem Brasileiro. O evento, que ocorre no período de 26 a 30 de setembro, em Brasília, é uma iniciativa da Câmara dos Deputados e tem como objetivo permitir que alunos do Ensino Médio vivenciem a experiência legislativa e despertem para a consciência e mobilização política.
Aos 18 anos, Daiane demonstra uma consciência social e maturidade política que explicam a sua escolha para a função: vice-presidente do grêmio estudantil de sua escola, ela participa ativamente de eventos do movimento estudantil em Alagoas e planeja cursar Ciências Econômicas para compreender melhor os mecanismos de distribuição de renda do país.
Quando se inscreveu para o Parlamento Jovem, Daiane apresentou projeto para distribuição de bolsas de estudos para alunos da rede pública. O projeto visa tanto estimular o interesse dos jovens pelo estudo como também evitar o abandono escolar. “Muitos alunos de escola pública trabalham de dia e estudam à noite. Quando chegam na sala de aula, eles estão cansados e não conseguem aprender e, por isso, acabam desistindo. Com essa bolsa, eles não precisariam trabalhar e ainda teriam plano de saúde e ajuda para transporte e alimentação, ou seja, teriam condições de terminar os estudos tranquilamente”, explica Daiane.
Durante a sua estadia em Brasília, a jovem vai expor este mesmo projeto em uma sessão especial na Câmara dos Deputados, onde estudantes de vários estados terão a chance de viver um dia de parlamentar e expor suas propostas para a melhoria da Educação Básica no Brasil.
Amadurecimento – Coordenadora do projeto na Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE), Graça Souto Maior conta que a proposta de Daiane superou aquelas feitas por estudantes da rede pública federal e de escolas particulares e aponta que Alagoas se encontra em grupo seleto de estados que enviaram representantes ao evento. Técnica da Superintendência de Gestão da Rede Estadual de Ensino, Graça vai acompanhar a estudante em todas as atividades do Parlamento Jovem e destaca a importância do evento para o crescimento pessoal de um jovem.
“Trata-se de uma oportunidade ímpar, onde ela poderá interagir com representantes de outros estados e expor suas ideias e propostas para uma educação. Ou seja, o parlamento é uma oportunidade de crescimento intelectual e amadurecimento desses jovens, que se tornarão pessoas mais críticas e conscientes”, salienta Graça.
Apesar de já ter viajado para outras mobilizações com os colegas do movimento estudantil, Daiane se mostra empolgada com a sua participação no parlamento. “Quase não acreditei quando meu irmão me contou que havia sido escolhida para representar Alagoas”, lembra. A jovem frisa que sua presença no grupo fortalece ainda mais sua convicção sobre a importância da educação pública.
 “Para mim, a educação é a base de todo o desenvolvimento e deve ser um investimento prioritário. O aluno precisa ter uma atenção especial, pois quando formado, ele  será responsável pelo crescimento do país” avalia.






Saber mais: http://www.educacao.al.gov.br/comunicacao/sala-de-imprensa/noticias/janeiro/agosto/aluna-da-rede-estadual-vai-representar-alagoas-no-parlamento-jovem-brasileiro

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Claudia Petuba: “Latinamente ser, livremente estar, brasileiramente amar”.

Claudia Petuba diz" campanha eleitoral em Alagoas tem muitos resquícios de coronelismo"

 

   
A comunista Cláudia Petuba, que foi candidata a deputada federal pelo PC do B nas eleições de 2010,disse"em Alagoas a batalha eleitoral é muito intensa, com muitos resquícios de coronelismo, com poucas famílias se perpetuando e dominando a política, economia e meios de comunicação."
Para ela, mostrar que é possível fazer uma campanha eleitoral diferente disso, que há alternativas políticas já é motivador. As desigualdades são profundas em Alagoas, mais de 60% da população vive na pobreza ou miséria; um estado rico, mas riqueza concentrada nas mãos de poucos. Saber que a mudança desse cenário é possível com uma política acertada é ainda mais estimulante.
Ela nasceu na cidade de Arapiraca, "coonsidero-me muito feliz e posso dizer que aos 22 anos estou contente com o meu rendimento". Disse ela.

Veja o quanto ela já venceu etapas: bacharel em Direito FAA e estudante de Administração EAD UFAL. Militante do movimento estudantil. Coordenadora Geral do DCE UFAL e Diretora da UNE em AL. Membro da Direção Estadual da União da Juventude Socialista – UJS e do Comitê Estadual do PCdoB. Quer dizer, aos 22 anos (podia ser dito?), já está cursando uma pós-graduação latu sensus em Direito Público, em breve tentará entrar num mestrado strictu sensus) e ainda foi candidata do PCdoB a deputada federal.

Quem é você, Cláudia Petuba? Quer dizer, como você chegou a ser quem é…
 

Sou uma jovem alagoana, com muitos anseios e desejos, amo o meu país, meu estado, vejo a vida com simplicidade, encontrei-me na política, sou amante e defensora da liberdade, não me conformo com injustiças. Gosto de ler, estar na companhia dos amigos, ver e jogar futebol – no ataque, fazendo gols de preferência. A letra da música “Canto do chão”, composta por artistas alagoanos na década de 80 traduz bem a essência da minha vida: “Latinamente ser, livremente estar, brasileiramente amar”. Os fatos que aconteceram na vida, nada de extraordinário, naturalmente me fizeram ser o que sou, uma pessoa simples e descomplicada.

A família e seu entorno tiveram que papel nessa trajetória? Como é tua família? O sobrenome é de Alagoas mesmo?
Minha família é enorme, unida e divertida. Toda ela, assim como eu, é de Arapiraca, a segunda maior cidade do estado, localizada no agreste, a muitas gerações vive na mesma região. Logo, imagino que os sobrenomes estranhos (Claudia Aniceto Caetano Petuba) tenham se originado por aqui mesmo, minha pesquisa para tentar descobrir sua origem foi mal sucedida. Sempre escutei muitas piadas por causa deles (os sobrenomes), em especial na infância, mas sempre achei muito legal ter um sobrenome diferente. Depois que o “Petuba” ficou mais em evidência, sempre perguntam se é por que eu perturbo muito, antes que alguém por aqui também pergunte, digo logo que não (hehehe)! Minha família me inspira muito, meus avós maternos foram criados e formaram sua família na zona rural, tirando o sustento da terra, minha mãe e meus tios foram criados na roça, batalharam muito para concluir os estudos, a maioria deles só o conseguiram depois do casamento, a parte paterna também, mas enfrentou tudo na zona urbana. Mas hoje, orgulhosamente, tenho tios professores, motoristas, médico, uma mãe pedagoga e um pai bancário, que incentivam muito os estudos das novas gerações. Toda ela floresceu sob dois princípios que hoje também me norteiam: solidariedade e honestidade. Falei muito, mas você foi perguntar logo da família, não poderia falar pouco! Hehehe…

Consciência política mesmo veio como? Como você chegou à UJS e ao PCdoB? Teve apoios e influências?                                                                                                                                       
Não sei bem como veio, desde que me entendo por gente eu gosto de ler e ver jornal, saber o que acontecia no resto do Brasil e do mundo, assistir aos guias eleitorais, falar sobre assuntos considerados “sérios” para as crianças. Lembro que quando tinha 8 ou 9 anos estava no carro com meu pai e ele reclamava que a estrada estava cheia de buracos (que por sinal continua até hoje), na hora eu respondi que ele não se preocupasse que um dia eu iria me candidatar e resolveria o problema; não sei de onde saiu aquela idéia, na minha família ninguém nunca havia se candidatado a nenhum cargo, sequer alguém havia se filiado a algum partido, na minha rotina não escutava nada sobre política, mas aquilo me encantava. Só fui relembrar desse fato durante a campanha do ano passado, que eu não imaginava que disputaria. Sempre fui metida a ser representante de turma, quando estudava sobre história e via o papel e conquistas do movimento estudantil, lamentava não ter tido a oportunidade de participar de algo tão grandioso e importante liderado por jovens. Na faculdade, no início do curso, alguns estudantes de outra instituição passaram na minha sala numa campanha para organização de CA’s, foi empolgante escutar aquelas falas, saber o que era um CA e que o movimento estudantil ainda existia, ajudei a fundar o Centro Acadêmico do meu curso e entrar em contato com outros CA’s. Atuava de maneira independente, embora tivesse contato com alguns grupos de juventude e do movimento estudantil e juventude de alguns partidos, tinha acabado de tirar meu título de eleitor e estudava o programa de alguns partidos, queria conhecer melhor a política partidária. Mas a postura e atuação dos militantes da UJS e do PCdoB se assemelhavam mais às minhas, até que fui para o Congresso da UNE de 2007: fiquei impressionada com a grandiosidade e organização da UNE, do movimento estudantil e da UJS, pensava no porque de não ter vivenciado aquilo antes. O congresso e as propostas me fizeram enxergar o quanto a minha vida e os meus sonhos eram limitados, que eu poderia e deveria ser mais ousada, poderia fazer muito mais, não só por mim, mas pela educação e pelo Brasil, pois os desafios e as demandas eram muito grandes. Alguns meses depois me filiei a UJS e pouco depois ao PCdoB. Comecei a entender muita coisa que eu sentia e não entendia, a desigualdade social me incomodava muito, comecei a descobrir como poderia ajudar. Militando na UJS e no PCdoB a verdadeira Cláudia que estava escondida dentro de mim foi desabrochando. Meu pai sempre compreendeu e apoiou minha militância, isso me ajudou muito, e a poucos meses ele também virou um “militante de carteirinha”.

Tua campanha foi enormemente motivadora. Qual foi o segredo dela?
Foi pensada, organizada e desenvolvida com muita vontade e garra, não apenas minha, mas de toda a militância que se envolveu. A campanha foi tocada por uma galera jovem, que se deparou com a pouca ou nenhuma experiência e muitas dificuldades e soube responder a tudo muita energia, alegria e animação.Ficamos orgulhosos do que fomos capazes de fazer.

http://cadaminuto.com.br