domingo, 18 de setembro de 2011

Governo vai ampliar Bolsa Família

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, vai anunciar na próxima segunda-feira (19) uma ampliação no número de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família, principal programa de transferência de renda lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, vai anunciar na próxima segunda-feira (19) uma ampliação no número de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família, principal programa de transferência de renda lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Entre as propostas está a de aumentar de três para cinco o limite de filhos beneficiados por família.

O ajuste no Bolsa Família tem o intuito de alinhar o programa de Lula ao Brasil sem Miséria, linha mestra da proposta social do governo da presidenta Dilma Rousseff. O impacto da medida ainda não foi anunciado.

A meta, de acordo com o governo, é que até o final de 2013, o Bolsa Família possa beneficiar 1,2 milhão a mais de crianças e adolescentes.

O governo trabalha com dados do Censo 2010 que apontou um perfil bastante jovem da população em situação de pobreza extrema no Brasil. De acordo com o levantamento, 40% da população extremamente pobre no país tem até 14 anos.

A ampliação não vai incluir o aumento dos valores pagos pelo programa, apenas do número de beneficiadoss. Atualmente, cada família recebe R$ 32, por filho.

Atualmente, 12 milhões de famílias recebem o benefício que se destina a lares com renda per capita de até R$ 70 - consideradas famílias em situação de extrema pobreza - e entre R$ 70,01 e R$ 140 - famílias consideradas pobres.

Para receber o benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, com os dados atualizados, além de cumprir uma série de contrapartidas nas áreas de educação, saúde e assistência social.

Fonte: http://www.vermelho.org.br

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Assembléia dos estudantes da UFAL

Na última segunda (05.09) centenas de estudantes da UFAL se reuniram em Assembléia Estudantil. Há décadas um fórum estudantil da UFAL não reunia uma quantidade de estudantes tão expressiva. A pauta única, com certeza, contribuiu bastante para a participação dos estudantes: análise de conjuntura. Aparentemente simples, mas bastante polêmica em virtude do momento em que as Universidades Federais passavam, onde um grande número de instituições se encontrava com seus técnicos e professores em estado de greve. 
Dezenas de estudantes se pronunciaram durante a Assembléia, falas que defendiam desde o deflagrar de greve estudantil ao retorno imediato das atividades. Palavras de ordem foram entoadas até que foi decidido, com maioria expressiva, que os estudantes não queriam a greve, mas aulas imediatas. Da mesma forma decidiu a Assembléia dos professores no dia seguinte (06.09), organizada pela entidade representativa da categoria a ADUFAL, onde 188 professores optaram pelo retorno imediato das atividades e 73 pela postergação em mais uma semana da greve. 
Ainda na Assembléia Estudantil, uma série de reivindicações pautadas, principalmente, na infra-estrutura da universidade nos campi, assistência estudantil, financiamento, ensino, pesquisa e extensão foram aprovadas, deliberando-se que o movimento estudantil iria defendê-las num calendário de atividades e manifestações contínuas. Sem sombra de dúvidas essa Assembléia marcou significativamente o movimento estudantil da UFAL.


Fonte:  http://claudiapetuba.blogspot.com

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cuba tem o 8º melhor atendimento médico infantil, enquanto os EUA tem o 15º

A ONG Save the Children, organização internacional com sede nos EUA que luta pelos direitos das crianças, divulgou nesta semana um novo estudo em que mensura o grau de qualidade dos países no atendimento médico infantil.


De acordo com o ranking produzido pela entidade, entre os 161 países avaliados, Chade e Somália ocupam as duas últimas posições e Suíça e Finlândia, as duas primeiras. Cuba foi a primeira nação latino-americana listada, na 8ª posição, à frente de Alemanha (10ª), França (12ª), Reino Unido (14ª) e Estados Unidos (15ª).

Entre os latino-americanos, o Uruguai ocupa a segunda colocação, na 31ª posição geral, seguido pelo Brasil, na 35ª. O México alcançou apenas o 65º lugar no ranking, e a Argentina, o 77º.

A lista da Save the Children mensura o número de profissionais da área da saúde disponíveis em um país, o alcance de sistema de vacinação pública e o atendimento a gestantes e parturientes. De acordo com os cálculos da organização, a Suíça, no primeiro posto, atingiu índice 0,983, enquanto o Chade, último colocado, não passou de 0,130.

Os países mais mal avaliados não possuem mais do que sete médicos e enfermeiros para cada dez mil habitantes, enquanto a mínimo adequado sugerido pela Organização Mundial de Saúde é de 23 profissionais.

“A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias. Programas de vacinação, medicamentos e cuidados preventivos dão em nada se não houver profissionais capacitados para oferecê-los a quem mais precisa”, disse Mary Beth Powers, uma das coordenadoras da Save the Children, em comunicado divulgado pela organização na última terça-feira (6).

O estudo foi encaminhado para a Assembléia Geral das Nações Unidas. O objetivo é pressionar os líderes mundiais para que assumam novos compromissos dentro da campanha “Toda Mulher, Toda Criança”, lançada pela própria ONU em 2010. O objetivo da ação é reduzir a morte de crianças e mães no mundo, que anualmente atingem 8,1 milhões e 358 mil por ano, respectivamente.


Fonte: http://www.vermelho.org.br 

domingo, 4 de setembro de 2011

Estudantes lavam a ‘sujeira’ do Banco Central de aumentar juros

“Estudante na rua, qual é sua missão? 10% do PIB para educação”. A palavra de ordem foi o mote da manifestação que a União Nacional dos Estudantes (UNE) promoveu, nesta quarta-feira (31), em Brasília, encerrando as atividades do Agosto Verde Amarelo. Os estudantes se concentraram em frente a agência do Banco Central; de lá saíram na Marcha dos Estudantes, percorrendo toda a Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional, onde repetiram suas reivindicações. 

A irreverência marcou a manifestação em frente ao Banco Central, onde aconteceu a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que define a taxa básica de juro.

Sob as palavras do presidente da UNE, Daniel Iliescu, de “o Banco Central está sujo, está fedendo, vamos lavar o Banco Central”, uma grande mangueira do carro-pipa estacionado no local foi ligada e lavou a calçada do Banco Central e aliviou o calor dos manifestantes, que estavam sob sol forte e ar seco, típico da cidade nessa época do ano.

A manifestação contra os juros altos e por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e 50% do fundo social do pré-sal para educação recebeu apoio e solidariedade da dirigente estudantil chilena, Camila Vallejo, e de parlamentares.

Iliescu disse que o recado para a presidente da República, Dilma Rousseff; o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e para a sociedade brasileira é que os estudantes não vão descansar enquanto não alterar a realidade das escolas públicas do Brasil.

Apoios e solidariedade


“Queremos um país da educação, do trabalho e da produção, não um país que todo mundo vem para especular e ganhar dinheiro”, disse Iliescu, reivindicando a “redução imediata da taxa de juros do país" e destacando que essa bandeira de luta recebe apoio das centrais sindicais, movimentos sociais e parlamentares.

O apoio à luta dos estudantes foi manifestada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que discursaram para os milhares de jovens que se aglomeravam, agitando bandeiras e gritando palavras de ordem.

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que também discursou para os estudantes, criticou a proposta de independência do Banco Central. “Ele deve ser dependente do povo brasileiro, dos estudantes, dos sem-terra, dos interesses de quem produz no Brasil. Ele precisar baixar essa taxa imoral de juro”, afirmou o senador, reafirmado o apoio do PCdoB na luta pelos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e 50% do fundo social do pré-sal para a educação, além de um Plano Nacional de Educação prá valer.

A estudante chilena Camila Vallejo falou em espanhol, mas a barreira da língua não prejudicou a compreensão de sua fala. Os manifestantes responderam com gritos de entusiasmo às palavras de agradecimento ao povo brasileiro pela solidariedade à luta dos estudantes chilenos.

Ela disse que estava no Brasil para trazer a solidariedade dos estudantes chilenos aos brasileiros e que os estudantes da América Latina devem se unir na luta pela garantia de seus direitos para a construção de um futuro justo e democrático. Vallejo disse que a luta deve ser pelo fortalecimento da educação pública e contra os privilégios do capital financeiro e da classe política.

No meio da Marcha, os estudantes encontraranm o ministro do Esporte, Orlando Silva, que posou para fotos com estudantes. O ministro disse que ouviu o barulho da manifestação e saiu de seu gabinete “para matar a saudade”. O ministro iniciou sua vida política como presidente da UNE em 1995.

O ministro apoiou a reivindicação de que 10% do PIB sejam repassados para a educação. “Todo o investimento em educação no Brasil é pouco. Precisamos ampliar o acesso e aumentar a qualidade. Se tenho a chance de defender os interesses dessa classe, sempre defendo. A reivindicação é mais do que justa, é necessária", disse Silva.





Fonte: http://www.vermelho.org.br 

Salário mínimo proposto para 2012 respeita acordo, dizem centrais

O salário mínimo de R$ 619,21 proposto pelo governo no Orçamento Geral da União de 2012 respeita o acordo feito entre as centrais sindicais e o governo da presidenta Dilma Rousseff, na avaliação de sindicalistas. Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, a fórmula de valorização do salário mínimo é uma conquista dos trabalhadores.


“Sabemos que, no governo [do ex-presidente] Lula, construímos a proposta de valorização do salário mínimo [inflação do último ano mais a variação do Produto Interno Bruto - PIB]. Ela é que vai garantir que se tenha, ao longo do tempo, um aumento real, de forma que se possa chegar ao proposto pelo [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos] Dieese ”, disse Arthur Henrique.

O valor ideal para atender às necessidades básicas do cidadão, calculado pelo Dieese, com base no que a Constituição Federal determina, é R$ 2.500. Esse montante deveria cobrir despesas como aluguel, alimentação, lazer, entre outras.

Arthur Henrique ressaltou que o valor definido no projeto de lei orçamentária ainda é uma proposta, pois os números da inflação não estão fechados. “Esse valor proposto é uma referência, porque o Orçamento é com base em perspectiva. Temos que esperar até dezembro para saber qual o valor da inflação e somar o valor do crescimento do PIB, que é 7,5%, e calcular o valor do mínimo”, explicou.

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, o valor do salário mínimo contido no Orçamento respeita o acordo feito com as centrais. O próximo passo é discutir o aumento para os aposentados que ganham acima do salário mínimo. “As outras centrais sindicais e os sindicatos de aposentados vão buscar com o governo uma negociação para que haja uma recuperação das perdas daqueles que ganham acima do mínimo”, disse. Contudo, ainda não há uma proposta fechada sobre qual deveria ser o aumento do salário para os aposentados.

Ele disse ainda que o aumento do mínimo vai ajudar nas negociações coletivas de categorias que têm sua data-base neste segundo semestre. O percentual de aumento do mínimo vai servir como base para que essas categorias também possam ter um aumento real do piso salarial, ou seja, correção além do índice inflacionário.

Fonte: Agência Brasil