terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Alckmin cria gabinete antiprotesto para fugir de manifestantes

Depois de sofrer duras críticas e ser acusado publicamente – por diversas forças progressistas e representantes dos movimentos sociais – de promover no estado de São Paulo uma política repressiva e violenta, o Palácio dos Bandeirantes irá adotar um novo método para tentar driblar protestos em agendas do governador Geraldo Alckmin.


A política violenta da ação policial durante a desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, reforçou nas redes sociais e no seio dos movimentos sociais o enfrentamento contra a política antidemocrática imposta pelo PSDB no estado.

Para evitar que o governador passe por saias justas e tenha que encarar frente a frente uma população cada vez mais insatisfeita com seu governo, foi ‘instituído’ o gabinete antiprotesto. O objetivo é vigiar as manifestações organizadas nas redes sociais – promovendo assim mudanças em sua agenda pública.

Nos últimos seis dias, Alckmin não foi a dois eventos em que sua participação estava prevista. Ambos foram marcados por atos contra o governo, detectados previamente pela subsecretaria de Comunicação e por um assessor de Alckmin.

O primeiro furo na agenda oficial foi na última quarta-feira (25) – aniversário de São Paulo –, quando o governador deixou de participar de missa na catedral da Sé pelo aniversário da cidade. A decisão foi tomada na noite que antecedeu o evento, após reunião com os secretários da Casa Civil e da Comunicação.

A missa ficou marcada pelas imagens do prefeito Gilberto Kassab sendo atingido por ovos atirados por cidadãos que protestavam contra a desocupação de Pinheirinho. Ciente da manifestação, e em mais uma demonstração de bravura, o governador preferiu se poupar e perguntou se o vice, Guilherme Afif Domingos, poderia representá-lo.

O mesmo aconteceu no último sábado (28), quando Alckmin faltou à inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Também houve protesto na saída do evento, mas dessa vez, além de ovos, os manifestantes levaram sacos com chuchus para arremessar contra as autoridades.

Dessa vez, o eleito pelo governador para representá-lo junto aos manifestantes foi o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo. No entanto, a escolha parece não ter sido a mais acertada. Matarazzo se descontrolou e discutiu com os manifestantes. Mais um lamentável episódio de um governo que parece não ter sido forjado na democracia.

Em nota, a assessoria de imprensa do governo negou que Alckmin tenha faltado à inauguração do MAC. Disse que o governador não havia confirmado presença tanto que cumpriu outra agenda, na região da Nova Luz. O texto diz ainda que Alckmin não foi à missa do aniversário de São Paulo "por uma questão familiar".

Em mais um exemplo de que o governo está desalinhado aos direitos democráticos dos cidadãos, a assessoria do governo chama os manifestantes de “grupelhos truculentos”.


Fonte: vermelho.org.br

domingo, 22 de janeiro de 2012

SOPA é retirada da pauta do Congresso dos Estados Unidos




Nos últimos dias, uma imensa onde de protestos invadiu o Congresso americano e suas margens. Tudo ocorreu sem gritos, cassetetes ou polícia de choque. Foi um protesto apenas domiciliar e uma prova do que a internet pode. Tudo indica que o presidente Barack Obama pressionou os autores do SOPA e do PIPA a recuarem para não ter de vetar uma lei que atacaria sua base social.


O primeiro sinal de que estava ocorrendo uma virada foi quando a equipe de defesa do copyright de Obama publicou uma nota no blog da Casa Branca dando conta que era importante combater a pirataria, mas que isto não poderia colocar em risco a liberdade e a segurança na rede.

Afinal, nesta quarta-feira (18), houvera uma superlativa demonstração na internet. Só nos Estados Unidos houve a paralisação por um dia da Wikipedia, 650 mil blogs do Tumblr e 10 mil outros serviços estiveram fora do ar. No dia seguinte, ocorreu uma mobilização sem precendentes contrária ao fechamento do site de compartilhamento de arquivos MegaUpload que tirou do ar o FBI e vários outros sites que defendiam os interesses do SOPA.

Além disso, foram realizadas 140 mil chamadas para os senadores norte-americanos e seus funcionários gastaram 4,2 mil horas falando ao telefone. O impacto das ações foi enorme. Em 18 de janeiro, apenas 31 membros do Congresso se opunham ao SOPA e ao PIPA. Apenas um dia depois, 101 membros do Congresso manifestaram-se publicamente em oposição aos projetos de lei.

Para Sérgio Amadeu, sóciologo, doutor em Ciência Política, defensor e divulgador do Software Livre, o blecaute foi fundamental para o recuo dos deputados em relação ao SOPA: “O blecaute foi surpreendentemente vitorioso. Assustou os conservadores norte-americanos. E também a derrubada do site do FBI. Aliás, não foi abatido apenas o site do FBI, mas também sites de associações de direito autoral, por exemplo”.

Porém, se no final da quinta-feira havia alguma histeria e ódio em relação à perda dos arquivos que estavam no gigante MegaUpload, o movimento sempre manteve sua direção com muitos de seus membros ressalvando que leis antipirataria devem ser discutidas, mas que aquela de autoria do texano Lamar Smith não servia. Neste momento, tanto o PIPA do Senado norte-americano quanto o SOPA da Câmara estão arquivados. É certo que alguma lei sobre direitos de propriedade intelectual será sancionada, mas antes as empresas de Internet, a comunidade criativa e a indústria de conteúdo terão de se unir para inovar, palavra fundamental na rede. Afinal, há que se encontrar fórmulas eficazes de acomodar os interesses da indústria sem danificar a Internet ou diminuir a liberdade na rede.

O fechamendo do MegaUpload ficou parecendo apenas um teste em que os defensores do SOPA cutucaram a internet a fim de verificar o tamanho e a capacidade de mobilização do monstro. Ficaram assustados.


Fonte: vermelho.org.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Comissão da Câmara Federal pede informações à Globo sobre abuso no BBB12


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias enviou nesta terça-feira (17) ao diretor do programa Big Brother Brasil 12 (BBB12), José Bonifácio Brasil de Oliveira, um ofício pedindo informações sobre as providências tomadas em relação ao suposto caso de estupro ocorrido dentro da casa onde é realizado o reality show da TV Globo.


O documento, encaminhado pela presidente do colegiado, a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), também questiona se as imagens do ocorrido foram mostradas a Monique. A comissão quer ter informações suficientes para “formar opinião qualificada sobre episódio que possa, ou não, se caracterizar como violação da dignidade humana num veículo com ampla influência na formação da população brasileira”.

Na madrugada do último dia 15, câmeras do programa mostraram o modelo paulista Daniel Echaniz e a estudante gaúcha Monique Amin juntos na cama, sob um edredom, e surgiu a acusação em redes sociais na internet de que ela teria sofrido abuso sexual.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar se houve estupro de vulnerável, mas em depoimentos ambos negaram o fato, dizendo que não houve sexo e que a troca de carícias ocorreu com consentimento.

Daniel foi eliminado do Big Brother Brasil nesta segunda (16) sob a alegação da TV Globo de que houve um comportamento “gravemente inadequado”.


Fonte: vermelho.org.br

"Não assisto o BBB, mas achei uma grande injustiça ter espuçado o Daniel. Acusar por acusar é fácil, mas, cadê as provas? A globo fez questão de deixar tudo no anonimato. Cadê o direito de defesa do Daniel? E a acusação da vítima? E o resutado do corpo delito? Não estou defendendo o Daniel, só acho que ele merece direito de resposta, e acho que a globo agora tem que provar em público." Dário Rosalvo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PM é afastado após ação violenta contra estudante da USP


Foi afastado da corporação o sargento André Ferreira da Polícia Militar (PM) de São Paulo, que sacou uma arma e ameaçou um estudante negro, no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), Zona Oeste da capital paulista, nesta segunda-feira (9). As agressões físicas e verbais contra Nicolas Menezes Barreto, do campus Leste, foram registradas em vídeo por outros estudantes e divulgadas na internet.
Segundo o coronel Wellington Venezian, comandante do policiamento na Zona Oeste da capital, o outro soldado que estava na confusão também foi afastado. Em coletiva de imprensa, ele afirmou que o sargento Ferreira reconheceu "desequilíbrio emocional" em sua atitude e será alvo de uma sindicância interna, que poderá resultar numa exoneração.
O soldado que o acompanhava deixou o patrulhamento nas ruas.
O coronel Welington Venezian disse também que a atitude do policial está "totalmente em desacordo" com as práticas usuais da PM nestes casos e que o correto seria chamar reforço neste caso.
"Conversei pessoalmente e ele admite que se 'perdeu' naquele momento. Não é uma prática recomendada", disse o oficial, questionado sobre o momento em que o sargento é visto sacando uma arma durante a abordagem do estudante.
Ferreira integrava o policiamento da USP desde que a PM entrou na Cidade Universitária, zona oeste da cidade, em agosto do ano passado. O local onde aconteceu a abordagem é um centro de convivência dos estudantes. Segundo o coronel da PM, teria sido ocupado por "elementos estranhos" ao corpo de estudantes na semana passada. Atualmente, o local foi fechado pela universidade e deve passar por uma suposta reforma.
Antes disso, na quarta-feira (4), uma matéria publicada em O Estado de S. Paulo mostrou que um grupo, supostamente de punks anarquistas e antifascistas, teria ocupado uma parte do prédio que estava abandonada pela administração da universidade. No dia seguinte, a PM esteve no local para desocupá-lo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

‘NYT’ cita Dilma e Manuela D'ávila para destacar mulheres na política


A Deputada federal pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Avila (PCdoB) foi destaque no jornal americano The New York Times. Em entrevista publicada ontem, a edição online do periódico abordou o crescimento do papel das mulheres na política brasileira, especialmente após a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República.
O jornal cita que Manuela vai disputar a prefeitura da capital gaúcha em 2012, assim como pelo menos outras 46 mulheres em 26 Estados – número considerado um recorde de candidatas no histórico de eleições no País. De acordo com a publicação, isso se deve em grande parte à popularidade da presidente, que embora tenha presenciado a queda de diversos ministros após denúncias de corrupção, mantém elevado índice de aprovação.
“Ela tem uma atitude diferente, mostra que é uma mulher de coragem”, disse a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Isso está ajudando as mulheres a ir em busca do que elas querem, a se tornarem autônomas, gostarem da disputa”, afirmou a especialista. No final do primeiro ano de governo, Dilma alcançou uma aprovação de 72% dos brasileiros.

Com a eleição de Dilma, vimos a confiança dos eleitores nas mulheres”, afirmou Manuela D’Avila. “Com a decisão de Dilma de levar tantas mulheres para o seu governo, ela mostra mais uma vez que nós temos capacidade de governar”, aponta a parlamentar.

A publicação aponta ainda que a presidente, chamada de uma “ex-rebelde marxista”, não tem a mesma popularidade de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, mas que seu foco no trabalho está conseguindo passar a imagem da eficiência para a população. De acordo com o jornal, esse apoio popular pode ajudar candidatas como Manuela D’Avila a conseguir sucesso nas urnas. “Há grande incentivo por parte do governo Dilma de estimular a participação das mulheres nas eleições”, disse Braga.

O jornal cita que o número de prefeitas no Brasil passou de 317 em 2000 para 405 em 2004 e para 504 em 2008, mas isso corresponde a apenas 9% do total. Se comparado com outros países, o Brasil ainda precisa avançar muito na participação feminina na polícia, diz o The New York Times.

Fonte: http://www.ujs.org.br