sábado, 28 de abril de 2012

Revista Veja está completamente envolvida com caso Cachoeira!!!

Reproduzo aqui uma ótima matéria do Potal Vermelho que comprova o envolvimento da Revista Veja (da família Civita) no caso Cachoeira.
Por que será que a Rede Globo não fala nada sobre o envolvimento da Veja nesse escândalo?


Se existia dúvida quanto à inclusão da revista Veja no rol dos que serão investigados pela CPI do Cachoeira, a partir do vazamento na internet do inquérito que foi enviado ao Congresso pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, tal duvida virou pó.


Quem deu o furo foi o controverso site Brasil 247, que tem comprado briga com a Veja, com blogs progressistas, reacionários e que, entre seus colunistas, conta com figuras antagônicas como o petista José Dirceu e o tucano Artur Virgílio.

A importância do furo é tão grande e o conteúdo do inquérito tão explosivo que o Jornal Nacional citou a fonte, de onde eclodiu uma cachoeira de acusações contra o já exangue Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, que mantém ar impoluto apesar da lama que já lhe chega à cintura.

E é aí que entra a revista Veja, apesar de, por enquanto, continuar de fora dos telejornais. A publicação aparece mal na fita, ou melhor, nas fitas das gravações da Polícia Federal que figuram no inquérito.

Em um dos trechos largamente divulgados na internet, Cachoeira e companhia aparecem decidindo em que seção da revista deverão ser publicadas informações que passaram ao editor Policarpo Jr., informações que a quadrilha pretendia que prejudicassem seus adversários nos “negócios”.

Como se não bastasse, a transcrição das escutas revela que as imagens do ex-ministro José Dirceu se encontrando com membros do governo federal em um hotel de Brasília que Veja publicou, foram fornecidas pelo esquema de Cachoeira.

E essas são só algumas das muitas garimpagens que estão sendo feitas por uma legião de internautas no material divulgado pelo 247, que ainda não inclui os contatos do editor da Veja com a quadrilha apesar de ele e a publicação aparecerem nos diálogos, o que sugere que ainda há material oculto.

Torna-se impossível, assim, que a CPI deixe de convocar, se não o dono da Veja, Roberto Civita, ao menos o seu editor Policarpo Jr. a fim de dar explicações, pois o que já vazou deixa claro que a mera relação fonte-repórter que a revista alega era muito mais do que admite.

Diante da confirmação de maior envolvimento da Veja no escândalo, parece lícito especular que, se a chapa esquentar, Policarpo pode receber uma proposta do patrão: assumir sozinho ônus dessa relação inexplicável que fez de Cachoeira uma espécie de ghost-editor da revista.

Esse tipo de proposta se baseia em pagamento de alta soma e apoio jurídico integral. Como o bode expiatório, supõe-se, não tem passagens pela polícia, torna-se réu primário, ou seja, não vai para a cadeia. E, depois de ultrapassado o desgaste do processo, sai rico dele.

A Veja sairia chamuscada, mas sem responsabilização criminal. É o que está acontecendo na Inglaterra, no caso Murdoch. Ele diz que “não sabia” de nada e empurra a culpa para os funcionários. Só que não está funcionando. Mas isso é na Inglaterra e estamos no Brasil.


sábado, 21 de abril de 2012

Candidato à presidência da França condena bloqueio contra Cuba

O candidato da Frente de Esquerda à presidência da França, Jean-Luc Mélenchon, condenou o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e exigiu o fim dessa agressão que viola o direito internacional. A declaração foi dada na sexta-feira (20) em uma coletiva de imprensa.



Ao ser questionado sobre a política para a ilha em um eventual governo da Frente de Esquerda ou em sua bancada na Assembleia Nacional, Mélenchon assegurou que toda discussão sobre Cuba deve partir do levantamento do bloqueio.

Não é possível - disse - pretender dar conselhos a Cuba, enquanto seu povo corre o risco de ser asfixiado pelos Estados Unidos.

Reiterou sua admiração e respeito pela Revolução Cubana e qualificou o bloqueio imposto em 1962 como uma política cruel, injusta, cara, violenta e imoral que causa graves sofrimentos a uma nação.

Afirmou que todos os países da América Latina e do Caribe, seja qual for seu governo, votaram contra essa medida unilateral.

Durante a coletiva, onde estavam presentes jornalistas de todo o mundo, Mélenchon também se referiu à decisão soberana da Argentina de nacionalizar parte da empresa Yacimientos Petrolíferos Promotores (YPF, Jazidas Petrolíferas Promotoras em espanhol) propriedade da espanhola Repsol.

Infelizmente, disse, as grandes companhias europeias priorizam em outras partes do mundo políticas de exploração seguindo o modelo neoliberal, em lugar de buscar uma relação de cooperação.

O candidato à presidência francesa declarou que felizmente há povos latino-americanos com os recursos e o poder suficiente para se opor a tais práticas, algo que não ocorre na África, onde a situação é desastrosa, assinalou.

Mélenchon reiterou uma vez mais a influência recebida dos movimentos sociais e revolucionários de países latino-americanos, como Equador, Bolívia e Venezuela, onde, disse, um importante papel social e político foi dado à população pobre, antes excluída.

Usou como exemplo o processo de discussão e redação da nova Constituição venezuelana, a qual teve uma ampla participação popular.

A Frente de Esquerda busca consolidar-se no terceiro lugar das eleições presidenciais da França, cujo primeiro turno se realizará no próximo domingo.

As últimas pesquisas publicadas na sexta-feira atribuem 14% de intenção de voto à Frente de Esquerda, em uma luta acirrada por essa posição com a Frente Nacional de ultra-direita, com a candidata Marine Le Pen.


Fonte: Vermelho

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Estados Unidos não terão vida fácil na Cúpula das Américas

Os países latino-americanos continuam demonstrando que já não aceitam mais, de cabeça baixa, os ditames dos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (12), durante reunião de chanceleres e autoridades dos países que assistem à 6ª Cúpula das Américas, eles contrariaram os EUA para exigir a presença de Cuba na Cúpula e demonstraram apoio à Argentina no imbróglio sobre a soberania das Ilhas Malvinas.


O fórum, realizado em Cartagena das Índias, não chegou a uma conclusão, mas houve apoio quase unânime tanto a Cuba como à Argentina, disse o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele lembrou que ambas as questões são apoiadas pela Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe (Celac) e pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O ministro das Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman, declarou por sua vez que ficou sobre a mesa uma proposta para que a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, "convide o presidente cubano (Raúl Castro) a ir a Cartagena no sábado (14)" para a primeira reunião de chefes de Estado e de governo.

Timerman explicou que essa proposta foi apresentada por "vários países", mas esclareceu que ainda não foi tomada nenhuma decisão e indicou que, embora "a maioria deve decidir", não se deve "impor nem ignorar ninguém".

Maduro se expressou de forma mais veemente e acusou diretamente os "Estados Unidos e o Governo de direita do Canadá" de manter "posições imperiais e retrógradas".

Chávez

Apesar das dúvidas que pairavam sobre a presença de Hugo Chávez na Cúpula, o mandatário anunciou que chega nesta sexta-feira (13) a Cartagena. Assim, os únicos chefes de Estado do continente ausentes da reunião serão o presidente Raúl Castro, de Cuba — que não foi convidada por insistência dos EUA — e o equatoriano Rafael Correa, que boicotou a reunião em solidariedade ao povo cubano.

A presidente Dilma Rousseff deverá chegar na Colômbia na tarde desta sexta-feira (13.)

Temas da Cúpula

A reunião de presidentes latino-americanos deverá pautar-se em questões como o bloqueio econômico imposto a Cuba, a questão das Malvinas pleiteada pela Argentina, a legalização das drogas e tensões comerciais.



Fonte: Vermelho

Caso Cachoeira/Demóstenes pode acelerar regulação da mídia

Carlinhos Cachoeira (à esq.) e Demóstenes Torres (à dir.)   

As revelações trazidas pela Polícia Federal desmascarando a relação entre a quadrilha comandada por Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres com setores da mídia, notadamente a revista Veja, comprova a urgência de uma regulação das comunicações no país. Essa é opinião da executiva nacional do PT, que se reuniu nesta quinta-feira (12), em Brasília.


Na resolução aprovada no encontro, os petistas ressaltam que “preservada a liberdade de imprensa e a livre expressão de pensamento”, regular o setor é uma forma de “ampliar o direito social à informação”.

A resolução também denuncia o que chamou de uma “operação abafa”, comandada pelos mesmos setores da mídia, que pretende escamotear as comprovações “em torno do envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-Goiás) com a organização criminosa comandada pelo notório Carlos, alcunhado de Carlinhos Cachoeira”.

CPI mista

Foi justamente para se contrapor a essa tentativa de esconder os fatos e mudar o foco das denúncias que, segundo o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o Partido dos Trabalhadores defendeu a instalação de CPI no Congresso. “Conclamamos a sociedade organizada a se mobilizar em defesa da mais ampla apuração do esquema corrupto desvendado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.”

Nesta quinta-feira (12), iniciou-se a coleta de assinaturas para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as relações obscuras do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira com os três níveis de poder, Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como com setores da mídia. A instalação da CPMI exige assinaturas de, pelo menos, 27 senadores e 171 deputados.

Pelo requerimento apresentado, a CPMI vai investigar, no prazo de 180 dias, práticas criminosas desvendadas pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, com envolvimento de Cachoeira e agentes públicos e privados.



Fonte: Vermelho